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Cabindamonde.info / Actualité 09//11/08 04h29’
Compatriotas,
Membros e Simpatizantes da causa do povo de Cabinda,
Minhas Senhoras e Meus Senhores
Os povos, como as pessoas, têm a sua memória.
Quanto mais viva e activa ela for, melhor será o presente e o futuro da comunidade.
Na memória colectiva dos cabindas está registada, em lugar de relevo, a data de 8 de Novembro.
O dia 8 de Novembro marca o início da luta armada de Libertação Nacional de Cabinda. Nessa data, em 1975, por volta das 11:00 horas, duas colunas militares motorizadas lançaram um ataque aos combatentes das FAPLA (Forças Armadas Populares de Libertação de Angola) nas aldeias fronteiriças de Chimbuande e Chingundo.
Em face da obstinação de Angola Popular e de Portugal, da ocupação de Cabinda por forças guerrilheiras angolanas do MPLA e o desinteresse da comunidade internacional, os cabindas decidiram tomar o seu futuro nas suas mãos e lutar pela sua liberdade. O 8 de Novembro foi o primeiro passo de um longo combate.
Apesar da resistência encontrada, as Forças Armadas de Cabinda, desalojaram as forças inimigas, penetraram em território nacional e, durante dois dias travaram renhidos combates, causando pesadas perdas aos guerrilheiros angolanos do Mpla, que beneficiavam do apoio e solidariedade de unidades multinacionais socialistas.
Os jovens cabindas demonstraram, naquelas circunstâncias difíceis, o seu patriotismo, a sua disponibilidade e a sua generosidade: Muitos sacrificaram as suas vidas nessa luta pela liberdade e a dignidade dos cabindas. Nasceram assim os mártires e heróis da Pátria!
Compatriotas,
Recordar é viver -, diz um velho ditado popular. Recordar o 8 de Novembro é revivê-lo, torná-lo actual e honrar a memória dos nossos heróis vivos e mortos. É jurar fidelidade aos nossos mártires. Renovar a decisão inabalável de continuar a luta até à vitória final.
De facto, a luta continua desde então. Tem havido altos e baixos; momentos de glória e horas de desalento; dúvidas, incertezas e por vezes interregnos agonizantes, mas ela nunca mais cessou. E vai continuar até à realização das aspirações e dos Direitos Inalienáveis do Povo de Cabinda.!
Minhas Senhoras e Meus Senhores,
“Nenhum povo luta por prazer” -, como no-lo recordou o Mwalimu Julius Nyerere, então presidente da República da Tanzânia. Na verdade, os cabindas são um povo pacífico, animado dos ideais da Paz, Tolerância, Respeito e Moderação. Pegaram em armas e lutam pela sua Liberdade, Dignidade e Identidade em desespero de causa Apenas para demonstraram o seu apego aos ideais que reivindicam e os inspiram.
Mergulharam nessa luta desigual apenas porque lhes foi injusta e criminosamente negado aquilo a que se atêm e a que têm direito. Não foi por fanfarronice nem por sadismo. Aliás, quem mais sofre com a luta que se trava em Cabinda são os cabindas, talvez os únicos que realmente sofrem.
Não são só os massacres, as violações, as injustiças, os crimes mais abjectos e mais cruéis. É também o abandono da comuunidade internacional, a renegação dos sistema global e a perseguição que, de maneira clara ou subtil, lhes é movida um pouco por todo o lado. Todas as situações que - nos campos de refugiados, nos países vizinhos; nas várias metrópoles onde alguns deles vivem como exilados ou na sua própria terra onde são tratados como estrangeiros – um pouco por todo o lado fazem do cabinda um sub-homem, alguém olhado com desprezo, desconfiança, ódio ou desdém, e cuja identidade, direitos e aspirações são calculados aos pés.
Cabindas!
Celebremos o 8 de novembro honrando os nossos heróis – Fuca, Tomé, Baveca, Romeiro, Ióbila e tantos outros, de entre os quais os anónimos e desconhecidos, tombados no silêncio e no escuro e cujo heroísmo ninguém registou…
Celebremos o 8 de Novembro inspirando-nos do exemplo de coragem, Heroísmo, Disponibilidade, Generosidade, Espírito de sacrifício e de entrega que motivaram, inspiraram e moveram os nossos jovens naquela manhã, em 1975.
Celebremos o 8 de Novembro jurando inteira, inabalável e indeclinável fidelidade aos sagrados ideais, aos direitos imprescritíveis e às aspirações irrenunciáveis do Povo de Cabinda.
Celebremos o 8 de Novembro como prelúdio e certeza da Vitória que, no momento oportuno e certo, chegará. Ela pode tardar, mas é irreversível: A hora da Vitória soará!
Muito obrigado!
RAIMUNDO DO ROSÁRIO
O dia 8 de Novembro 1975 Marca a data do início da Luta Armada de Libertação Nacional de Cabinda contra as forças do mal encarnados pelas FAA (antigamente FAPLA) ANGOLANAS!
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