CabindaMonde.info / Communiqué 27.07.2010 00h32'
1 de Agosto em Cabinda!
No próximo dia 1 Agosto os cidadãos do Protectorado Português de Cabinda, vão comemorar a data que assinala mais um aniversário da proclamação, há 35 anos, da independência do Estado Livre de Cabinda. Foi nesse dia, em 1975, três meses antes da independência da então República Popular de Angola (país que ocupa desde então Cabinda), que os cabindas começaram a sua difícil, mas não impossível, caminhada em prol dos seus direitos.
Desde então enfrentam dois grandes inimigos. Portugal que ao não honrar os seus até então solenes e nobres compromissos, se transformou num inimigo político, e Angola que é um inimigo militar que transformou Cabinda numa colónia onde, um pouco à semelhança do que faz no resto de Angola, vigora o princípio de que até prova em contrário todos são culpados.
Muitos se recordam mas poucos têm a liberdade de consciência para o dizer. É por isso que, um pouco por todo o lado – até mesmo em Portugal – os que se atrevem a defender a causa de Cabinda são também culpados... até prova em contrário.
Recorde-se que, a partir da revolução portuguesa de 1974, Cabinda entrou por direito próprio na agenda internacional, especialmente na da então OUA (Organização de Unidade Africana, hoje União Africana), onde a FLEC contava com o apoio de alguns países africanos (Uganda, Zaire, Gabão, etc.).
Perante o cenário juridicamente correcto, em face dos tratados assinados, de uma descolonização separada dos dois territórios (Angola e Cabinda), o presidente do MPLA, Agostinho Neto, desencadeou em 1974 uma actividade diplomática intensa para persuadir os líderes africanos a retirarem da agenda da cimeira da OUA o debate previsto sobre o problema de Cabinda.
Agostinho Neto apresentava, aliás, todas as garantias de que as autoridades comunistas portuguesas que dominavam o país iriam entregar exclusivamente ao MPLA os destinos de Angola, apresentando mesmo documentos nesse sentido subscritos pelos dirigentes do Movimento das Forças Armadas (MFA).
Com o apoio do Presidente congolês, Marien Ngouabi, Agostinho Neto conseguiu que fosse arquivado o dossier Cabinda (Cf. Memorandum – 4/07/75 – conversação entre Agostinho Neto e o Embaixador soviético no Congo, Afanasenko).
O mesmo se passou em relação aos Acordos de Alvor onde, com cumplicidade activa do Almirante Vermelho, Rosa Coutinho, Alto Comissário em Angola, bem como de outras figuras de destaque, caso de Almeida Santos, Agostinho Neto afastou a FLEC de qualquer discussão do caso de Cabinda, dando como adquirido que o protectorado português era parte de Angola.
Foi todo este cenário que levou o Presidente Luís de Gonzaga Ranque Franque a declarar a independência de Cabinda. Recorde-se que, apesar dos esforços conjuntos do MPLA, Portugal, União Soviética e Cuba, alguns países reconheceram Cabinda como um país independenre. Foram os casos do Togo, Gabão, República Centro Africana, Uganda e a R. D. Congo (ex-Zaire).
E, como sempre disseram os cabindas, só é derrotado quem deixa de lutar. Não creio por isso que alguma vez os cabindas deixem de lutar. Desde logo porque só aceitam estar de joelhos perante Deus. Perante os homens, mesmo que armados até aos dentes, estarão sempre de pé.
Por Orlando Castro
orlando.s.castro@gmail.com
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23.07.2010 02h52'
*Au FCD Les Choses Continuent à Bouger, le Général José Tembo Bissafi et le FLEC intérieur, ils Retirent leur Confiance Totale à Bento Bembé!
*Ao FCD as Coisas Continuam a Mover, o General José Tembo Bissafi e a FLEC interior, Retiram a sua Confiança Total à Bento Bembé!
Communiqués / Comunicados


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18.07.2010 01h25'
Contactos Secretos entre Angola e a FLEC
O governo angolano e a FLEC mantêm contactos secretos a propósito da proposta recente dos independentistas cabindenses para um diálogo que ponha termo ao conflito no enclave. Esses contactos foram confirmados à VOA por representantes dos dois lados. (C)VOA
Ouça as entrevistas do Luís Costa Ribas-->Contactos Secretos entre Angola e FLEC| África |
N.B: A FLEC que fala-se aqui não é outro que a FLEC-FAC/U, uma das tendências dirigidas pelo Sr. Nzita Henriques Tiago do qual foi posto à reforma bem merecida desde 30 de julho .
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Version Française Juliette Andrade Txiculu
Contact Secret entre l'Angola et le FLEC
Le gouvernement angolais et FLEC maintiennent des contacts secrets à propos de la proposition récente des indépendantistes cabindais pour un dialogue qui mette un terme au conflit dans le Territoire du Cabinda. Ces contacts ont été confirmés à VOA par des représentants des deux côtés. (C) VOA
écoutez les entrevues des protagonistes par Luís Costa Ribas
Contactos Secretos entre Angola e FLEC| África |
N.B: Le FLEC dont il est ici question n'est autre que le FLEC-FAC, une des tendances dirigées par M. Nzita Henriques Tiago dont il a été mis en douceur à la retraite bien méritée depuis le 30 juillet.
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Ask Francisco Luemba
Perguntem a Francisco Luemba, que está na cadeia, perguntem a Raul Tati que vive em perigo, perguntem aos cabindas que foram assassinados.
Meu Meus, Meu Deus, é pior que o inferno.
Continuarão a lutar até ao fim, para Eduardo dos Santos não tomar Cabinda. Vão lutar sem qualquer temor.
Uma nação, uma nação, uma nação
Por menos do que isso as tropas americanas obrigaram Hussein a retitar do Koweit,
"Preferimos morrer a viver uma mentira. Vamos lutar até ao fim."
Texto mais ou menos baseado no trabalho “Ask Xanana” d’Os Tubarões e de A. Rui Machado.
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09.07.2010 17h43'
Deputado da UNITA lembra que Luanda ainda não efetivou estatuto especial para Cabinda !
O Honoravel Raul M.DANDA
O deputado eleito pela UNITA em Cabinda, Raul Danda, mostrou-se esta sexta-feira satisfeito pelo anunciar do fim da luta armada no enclave angolano, mas lembrou que Luanda ainda não efetivou o estatuto especial acordado em 1996.
O também ativista dos direitos humanos em Cabinda e um dos mais conhecidos elementos da sociedade civil do território, sublinhou ainda que "o diálogo foi sempre a primeira opção do povo cabinda".
Este texto da agência Lusa foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.
Fonte: Lusa
01.07.2010 01h53'
Communiqué du FLEC suite à la disolution du Governement Provisoire du Cabinda en Exil